Sala de Imprensa

21/11/2011 - 07h05

Inglês técnico torna-se diferencial

Dominar o inglês de uso cotidiano deixou de ser diferencial há tempos. Agora, para se destacarem, profissionais investem no aprendizado técnico do idioma.

Conhecer termos como "tier one capital" (recursos que bancos têm nos cofres para garantir operações de risco, como empréstimos) e "corporate divestiture" (estratégia para remover unidades do portfólio da corporação) -só para ficar no vocabulário de negócios- é algo valorizado em empresas e seleções de emprego.

Prova disso é o movimento crescente de procura por cursos específicos nas escolas, de acordo com instituições de ensino e de intercâmbio consultadas pela Folha.

Na Englishtown, o aumento da demanda resultou na ampliação da oferta de programas com vocabulário técnico, conta Julio de Angeli, vice-presidente para Europa e Américas. A instituição oferece opções em 20 áreas.

"Cada uma tem sua especificidade", considera Silvia Freitas, diretora da rede de escolas de idioma Berlitz.

Segundo ela, é difícil entender publicações e conversas de determinados campos, mesmo com inglês fluente.

"COMPETITIVE"
A estudante Natália Cançado, 21, atesta a relevância do inglês técnico para manter-se atualizada em sua área de formação: "A medicina é muito dinâmica".

"Não perco o ritmo para entender conceitos e me mantenho competitivo", justifica Antônio Carlos, 60, que faz inglês voltado à área de TI.

A área de informática é uma das que mais demandam conhecimento específico da língua, segundo as escolas.

Esse foi um dos motivos para a BandTec (Faculdade de Tecnologia do Colégio Bandeirantes) ter inserido inglês técnico na grade dos cursos.

"A ideia é que [o conhecimento específico do idioma estrangeiro] seja mais uma competência", avalia o coordenador Mauricio Pimentel. É nisso que aposta o aluno de análise e desenvolvimento de sistemas na BandTec Gustavo Rodrigues, 19, que diz ver no inglês técnico uma chance de melhorar o currículo.

Especialistas em recursos humanos, porém, recomendam cautela antes de se matricular em um curso focado. O peso do conhecimento técnico de outro idioma "dependerá da área de atuação e da empresa", indica Elaine Saad, gerente-geral da consultoria Right Management.

PREÇO E DOMÍNIO DO IDIOMA DEVEM SER AVALIADOS
Só vale inscrever-se em cursos focados por área se o profissional já conta com bons conhecimentos do idioma estrangeiro, explica Silvia Freitas, diretora de relações corporativas da rede de idiomas Berlitz.

Também deve-se considerar o preço. Cursos específicos custam até R$ 6.000 por semestre -o dobro dos tradicionais, de acordo com escolas consultadas.

Fonte: http://classificados.folha.uol.com.br/empregos/1008938-ingles-tecnico-torna-se-diferencial.shtml

 


 

17/11/2011 - 12h57

Depois do inglês, espanhol é a língua mais valorizada pelo mercado de trabalho

Crescimento econômico e ampliação dos negócios de empresas do Mercosul figuram entre as principais justificativas

O inglês no currículo já deixou de ser diferencial e é pré-requisito em muitas profissões. A língua está mesmo consolidada no mercado de trabalho brasileiro e o que os profissionais devem pensar agora é em mais uma para tornar o currículo mais competitivo. Mas qual língua chama mais a atenção do mercado depois do inglês?

Dos cinco especialistas consultados pelo portal InfoMoney, todos concordaram que o espanhol é a segunda língua mais requisitada e dificilmente perderá espaço no mercado a longo prazo. Eles acreditam que, embora o Brasil seja o país de maior representatividade na América Latina, os vizinhos estão crescendo e ganhando espaço por aqui.

Aproveitando o crescimento do País, empresas latinoamericanas começam a migrar ou ampliar seus negócios no Brasil. E para aproveitar esse momento de forte contratação por parte dessas empresas, o espanhol é prioridade. Dependendo da empresa, ganha até do inglês. Além dos motivos econômicos, há os culturais. Os especialistas lembram que o espanhol sempre foi a língua mais próxima dos brasileiros que o inglês.

Por que investir no espanhol?

“Hoje, o crescimento econômico é considerável em toda a América Latina e o espanhol ganha cada vez mais força como uma segunda língua no Brasil”, considera o coordenador de Consultoria da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Samuel Artus. “Se antes era aceitável no mercado o 'portunhol', agora isso já não é mais possível”, alerta.

Saber bem a língua espanhola pode garantir uma vaga em empresas estrangeiras que estão aproveitando o bom momento econômico do País para ampliar seus negócios. “Muitas empresas, inclusive, já estão pensando na Copa e na Olimpíada”, afirma a gerente da V2 Recursos Humanos, Andrea Kuzuyama.

A ampliação dos negócios entre os países que formam o Mercosul – Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai – é um dos motivos apontados pelo especialista em Gestão em RH e professor da Veris IBTA Cristiano Luiz Rosa para que o espanhol tenha seu espaço demarcado no mercado de trabalho local. “Muitas unidades de empresas de países do Mercosul estão sendo administradas por brasileiros e isso faz com que aumente a exigência de qualificação”, afirma.

Ele ainda explica que embora o Brasil esteja passando por um bom momento no mercado de trabalho, muitos brasileiros têm a oportunidade de migrar para outros países da América Latina para desenvolver suas funções. “O espanhol, nesses casos, é obrigatório”, atesta o professor.

Para a diretora-geral da Career Center, Karin Parodi, a importância do espanhol como segunda língua mais requisitada pelo mercado é uma questão também cultural. “É uma língua comum hoje, que muita gente fala e será ainda mais comum no futuro”, afirma, reforçando a importância da atuação das empresas dos países vizinhos no Brasil, de olho no aumento do consumo e nos eventos mundiais de 2014 e 2016.

Embora também concorde que o espanhol predomina no mercado, depois do inglês, a analista sênior de Recursos Humanos da Personal Service, Carla Barreto, destaca que a importância de uma segunda língua dependerá de diversos fatores. “Isso vai depender de alguns detalhes como, por exemplo, perfil da vaga, segmento da empresa e nacionalidade dos principais clientes”, afirma.

Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/carreira-e-rh/depois-do-ingles-espanhol-e-a-lingua-mais-valorizada-pelo-mercado-de-trabalho/44073/

 


 

07/11/2011 - 16h58

Desempregados estão mais predispostos a problemas psicológicos

A relação entre trabalho e saúde mental é maior do que se imaginava. De acordo com uma nova pesquisa, pessoas que ficaram desempregadas por mais de seis meses no ano passado estavam mais predispostas, em comparação com as que trabalhavam, a ter problemas de saúde mental.

Segundo o líder do estudo, Arthur Goldsmith, foi descoberto que os desempregados tinham três vezes mais chances a ter problemas psicológicos devido a essa condição.

Goldsmith e sua equipe analisaram pessoas que nunca tinham tido nenhum tipo de problema de saúde mental antes de ficarem desempregados por um longo período de tempo.

Os pesquisadores atribuíram a descoberta ao propósito de vida que o trabalho dá para as pessoas. "Quando se está muito tempo desempregado a pessoa sente que perdeu controle da vida e da capacidade de cuidar da família", acredita Goldsmith.

O estudo também registrou maiores índices de problemas de saúde mental nos indivíduos com maiores índices de educação.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2011/11/07/desempregados-estao-mais-predispostos-a-problemas-psicologicos.jhtm